12 fevereiro, 2014

Resenha: Memórias de um Vendedor de Mulheres - Giorgio Faletti

Livro: Memórias de um Vendedor de Mulheres
Autor: Giorgio Faletti
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580571714
Ano: 2012
Páginas: 288
Sinopse: 1978. Enquanto a Itália vive os dramáticos dias do sequestro do seu ex-primeiro-ministro Aldo Moro, Milão, esgotada pelos confrontos políticos e ameaçada pela criminalidade, prepara-se para se entregar aos prazeres excessivos anos 1980. Para a rica sociedade milanesa, que passa os verões em Santa Margherita e Paraggi, as diversões se tornam cada vez mais extremas, em um clima de fim de império. É nesse ambiente - entre restaurantes de luxo, discotecas, cassinos clandestinos e cabarés nos quais desponta uma nova geração de comediantes - que são conduzidos os negócios de um homem enigmático, fascinante e que se tornou cínico devido a uma mutilação resultante da sua insolência. Todos o conhecem como Bravo. Ele trabalha com mulheres. Vendendo-as. Sua existência é uma longa noite em claro partilhada com desesperados, como o amigo Daytona. O único ser humano com quem ele parece ter uma relação normal é Lucio, seu vizinho cego. Em comum, eles têm a paixão pelos criptogramas. O surgimento repentino de uma garota, Carla, torna a despertar dolorosamente em Bravo sensações que ele acreditava adormecidas para sempre. Na verdade, porém, este é o início de um pesadelo que o transformará em um homem procurado pela polícia, pelo serviço secreto, pelo crime organizado e pelos militantes das Brigadas Vermelhas. Para se salvar, ele poderá contar apenas consigo mesmo. O mundo real, do qual tentou se afastar ao substituir a luz do dia pela escuridão, exige sua presença e o põe diante da violência do deu tempo. Trata-se de algo tão sinistro que faz seus tráficos torpes parecerem puros como água cristalina.

  "Eu me chamo Bravo e não tenho pau." E assim começa a história do livro Memórias de um vendedor de mulheres, onde conta a história de Bravo, um homem rancoroso, bastante cínico e muito ávido. Bravo se torna cafetão quando entende que havia mulheres dispostas a vender o próprio corpo para conseguir dinheiro e também que havia homens dispostos a gastar o próprio dinheiro para ter aqueles corpos.

  Bravo não tem família e nem amigos. Os amigos que ele possui são um bando de bêbados, que vivem metidos em cassinos clandestinos e vivem envolvidos em coisas erradas. A única relação aparentemente saudável é com seu vizinho cego chamado Lúcio, ambos fissurados por enigmas de criptogramas.

Apenas os tolos e os inocentes não têm um álibi.

  Mas a vida de Bravo muda quando ele conhece Carla, uma garota simples, e muito linda, que quer deixar de ser faxineira para conseguir ganhar muito dinheiro. Carla com sua beleza encantadora, passa a despertar em Bravo sensações que ele achava que estavam a muito tempo esquecidas. O que Bravo não imaginava era que Carla tinha segredos, assim como todos os seus amigos. E assim, Bravo passa a se meter em grandes problemas, que fazem sua vida, nada normal, virar ainda mais de pernas pro ar.

  Sim, me interessei por esse livro quando vi a capa, que é completamente linda, que logo me chamou a atenção. Quando peguei o livro para ler e me deparei com a primeira frase, não consegui largar mais o livro. Essa primeira apresentação de Bravo desperta, no leitor, uma curiosidade absurda de saber o que aconteceu com o personagem principal para ele ter essa deficiência.


  O livro é narrado em primeira pessoa, o que faz com que entramos na vida de um cafetão e nos aproxime de Bravo, para sentirmos junto com ele as coisas pelo qual ele passa.


  Um livro muito bem escrito, descreve muito bem o submundo de Milão, e faz com que a gente conheça a vida de prostitutas de luxo, de coisas ilegais, que muitas vezes são encobertas.  Giorgio Faletti, escreve de um modo que faz com que todos os personagens, principais e secundários, sejam apresentados de um modo detalhado. E ainda faz com que nós fiquemos do lado de um cafetão, o que normalmente não é o certo. Mas esse cafetão passa muito ensinamentos para nós, leitores, que ele aprendeu nesse trabalho, um deles é que: Apenas os tolos e inocentes não têm um álibi.


  Um livro que com certeza eu recomendo e muito.

Beijos e até mais!





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3 comentários:

  1. ola querida,sou apaixonada por livroos,leitura,eu ainda nao conhecia esse,mais parece ser super interessante,sou fã do Augusto Cury,conhece? bjs te seguindo e curtindo sua pagina..
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  2. Nao tinha escutado falar desse livro, gostei do que você escreveu parece ser um livro bom.

    momentocrivelli.blogspot.com.br

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  3. Eu também nunca ouvi falar desse livro, mas pela sua resenha ele parece ser muito bom. Com certeza vai entrar pra minha listinha.

    adorei seu blog. Seguindo
    mizysouza.blogspot.com.br

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