27 fevereiro, 2014

Resenha: A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak


Livro: A menina que roubava livros
Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca
ISBN: 978-85-98078-17-5
Ano: 2010
Páginas: 480
Sinopse: Entre 1939 e 1943, Liesel Meninger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a Própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história. História que, nas palavras dirigidas ao leitor pela ceifadora de almas no início de A menina que roubava livros, "é uma dentre a pequena legião que carrego, cada qual extraordinária por si só. Cada qual uma tentativa - uma tentativa que é um salto gigantesco - de me provar que você e a sua existência humana valeu a pena".
  Essa mesma conclusão nunca foi fácil para Liesel. Desde o início de sua vida na Rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona-de-casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, O manual do coveiro. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes.
  E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto da sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vandenburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar.
  Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Alguns apenas passam por sua vida, outros a acompanham até que não lhes seja mais possível, outros estão mais perto do que parecem. Mas só quem está a seu lado por todas as quase 500 páginas de A menina que roubava livros, só quem testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve a sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhecê-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.

  Este livro conta a história de Liesel e de como a Morte a observa. A mãe de Liesel é comunista e está sendo perseguida pelos soldados de Hitler, assim ela é obrigada a doar Liesel e seu outro filho a um casal. Mas a caminho da casa do casal, o irmão de Liesel acaba morrendo. No enterro, Liesel percebe que o coveiro deixou cair um livro e o pega para si.

Estudei o céu ofuscante, branco feito neve, que estava na janela do trem em movimento. Praticamente o inalei, mas, mesmo assim, titubeei. Cedi - fiquei interessada. Na menina. Fui vencida pela curiosidade e me resignei a ficar o tempo que meu horário permitisse, e observei. p.14
  Em meio a uma Alemanha nazista marcada pela destruição de livros e pelo sangue dos judeus, Liesel, com a ajuda de Hans, seu pai adotivo, irá aprender a ler e se apaixonará pelo encanto das palavras e pelos livros. Esse é só o começo da série de roubos que Liesel irá cometer. E é nos livros roubados que Liesel encontrará a maturidade e a força para suportar uma Alemanha em guerra, suas perdas e ajudar todos em sua volta.

  O livro é narrado pela Morte, diversificando em primeira e terceira pessoa. Apesar de ser estranho, no começo, ler um livro narrado pela Morte, você acaba ficando preso pela curiosidade e pela vontade de saber o que tem nas páginas seguintes.

  A escrita é simples e Markus Zusak não fica fazendo rodeios e nem prendendo a história. O livro flui de uma forma natural e gostosa. O que eu gostei muito é o fato de não ser uma trama tão comum, que você encontra em qualquer livro. Você se apaixona pela trama e pela Liesel logo de cara e ao mesmo tempo, torce para que ela possa sobreviver a todo o caos que está ao seu redor, deseja que ela não sofra mais. Não tem como negar, me tornei amiga de Liesel, daquelas que não pode fazer nada, apenas dar o ombro e sofrer junto. E é claro, senti uma vontade enorme de me encontrar com Hitler e dá um tapa na cara dele e voar em seu pescoço! P.s.: eu não sou violenta. rsrs

  Os capítulos não são longos e variam de 2 a 10 páginas, o que fez que eu gostasse mais ainda. Acho que isso ajudou que o livro não ficasse chato e maçante por se tratar de um assunto pesado. Apesar do livro ser contado pela Morte, o livro tem partes alegres e divertidas que mostram as aventuras de Liesel.

  Eu gostei muito! Me senti no lugar da Morte, obcecada, interessada e apaixonada pela menina, por seu pai adotivo, por Rudy (seu melhor amigo) e por Max. Este livro é encantador! Eu o amo e indico para todos os meus amigos. Espero que vocês o leiam, o amem e o indiquem para todos também.

Beijinhos!







~ Não esqueça de seguir nossas redes sociais ~

3 comentários:

  1. Oii, estou interessada em ler esse livro a tempo!
    Vou coloca-lo na minha lista de desejos kkk
    Excelente resenha, venha me visitar no meu blog tb e deixe um comentário!
    http://dicasdeboaleitura.blogspot.com.br/
    Abraços!

    ResponderExcluir
  2. Oii, estou interessada em ler esse livro a tempo!
    Vou coloca-lo na minha lista de desejos kkk
    Excelente resenha, venha me visitar no meu blog tb e deixe um comentário!
    http://dicasdeboaleitura.blogspot.com.br/
    Abraços!

    ResponderExcluir