14 abril, 2014

Resenha: Clube da Luta - Chuck Palahniuk

Livro: Clube da luta
Autor: Chuck Palahniuk
Editora: Leya
ISBN: 978850444490
Ano: 2012
Páginas: 272
Sinopse: Considerado um clássico moderno desde sua publicação em 1996, o livro Clube da Luta consagrou Chuck Palahniuk como um dos mais importantes e criativos autores contemporâneos, além do próprio livro como um cânone da cultura pop. O livro que estava esgotado há anos volta às livrarias nessa caprichada edição.O clube da luta é idealizado por Tyler Durden, que acha que encontrou uma maneira de viver fora dos limites da sociedade e das regras sem sentido. Mas o que está por vir de sua mente pode piorar muito daqui para frente.O livro foi filmado em 1999, Por David Fincher (Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, A Rede Social), que possui duas nomeações ao Oscar, que conseguiu adaptar toda atmosfera do livro, o mundo caótico do personagem e o humor negro de Palahniuk em uma trama recebida com inúmeros elogios pela crítica e pelo público que conta com os atores Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter.


  Oi, tudo bem?

  Então, a semana foi de overdose de Clube da Luta. Eu nunca, até o presente momento, havia me sentido tão nauseada em uma leitura. Esse livro me despertou muitos sentimentos, asco, descrença, ansiedade, pesar, "medo".. Vários momentos reflexivos.

  Mas esta experiência não foi ruim. Opa, como assim!? Eu explico! 

  Gosto de livros que tiram você da sua zona de conforto e por isso me esforcei tanto para terminar esse livro, eu não havia visto o filme então li antes de faze-lo.
E foi difícil, eu fiquei nauseada de verdade, com o estômago embrulhado em diversas passagens da leitura.

  Tyler é um cara louco, que acredita que a forma de "se salvar" é chegando ao fundo do poço. A amizade dele com o principal do livo (não, você não sabe o nome dele!) começa após o principal ter o apartamento explodido e pedir pra passar um tempo com ele.  Um fato sobre o personagem principal é que antes do clube, ele tem insônia e frequenta diversos grupos de ajuda para pessoas com doenças. O momento em que ele chora nos grupos é uma espécie de catarse para ele, e isso o ajuda a dormir. Após ele ir morar com o Tyler tudo fica tudo muito instável e os personagens entram em um processo de auto-destruição.

  Acho uma leitura válida pra quem tem estômago. Eu gostei da estrutura em que o livro foi escrito, no inicio eu estranhei mas depois me acostumei. O filme é bacana, mas eu não gostei de o final ter sido diferente do do livro. Algumas falas são trocadas de personagens, algumas atitudes... Enfim, nada é perfeito.

  Durante o livro o Tyler escreve textos que são como mantras e ficam sendo repetidos, isso te traz muitos sentimentos durante a leitura, alguns incomodam bastante. Acho que esse livro foi feito pra chocar, desestabilizar, tirar a pessoa do eixo e fazer ela se questionar.

  Separei duas passagens iniciais abaixo:

pg16-
"Aquele rosto enorme e úmido encosta em minha cabeça e me sinto perdido. É assim que sempre acabo chorando. Chorar é o que sobra na escuridão asfixiante de dentro de outra pessoa, quando você vê que tudo o que já conseguiu na vida terminará em lixo."

Pg 52-
"Peço para usar o telefone do saguão.
- Muitos jovens tentam impressionar o mundo comprando coisas demais - o porteiro falou.
Ligo para Tyler.
O telefone toca na casa alugada de Tyler na casa alugada de Tyler na Paper Street.
Por favor, Tyler, me livre desta roubada.
E o telefone continua chamando.
O porteiro se inclina sobre o meu ombro e diz:
- Muitos jovens não sabem o que querem de verdade.
Preciso que me resgate, Tyler, por favor.
E o telefone chama.
- Os jovens pensam que querem o mundo inteiro.
Me livre das mobilias suecas;
Me livre da arte rebuscada.
E o telefone chama outra vez e Tyler atende.
- Se não sabe o que quer - o porteiro continua - acaba tendo um monte de coisas que não quer.
Que eu nunca me sinta completo.
Que eu nunca me sinta satisfeito.
Que eu nunca seja perfeito.
Me salve, Tyler, de ser completo e perfeito." 


Beijinhos e uma ótima semana!






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