11 maio, 2017

Sobre Filmes: Alien: Covenant

Título original: Alien Covenant
Direção: Ridley Scott
Roteiro: John Logan, Dante Harper, Jack Paglen e Michael Green
Elenco: Michael Fassbender, Katherine Waterson, Billy Crudup, Danny McBride, James Franco e Guy Pearce
Gênero: Ficção científica, terror
Duração: 122 min
Distribuidora: Fox Film do Brasil
Classificação: 16 anos
Sinopse: 2104. Viajando pela galáxia, a nave colonizadora Covenant tem por objetivo chegar ao planeta Origae-6, bem distante da Terra. Um acidente cósmico antes de chegar ao seu destino faz com que Walter (Michael Fassbender), o andróide a bordo da espaçonave, seja obrigado a despertar os 17 tripulantes da missão. Logo Oram (Billy Crudup) precisa assumir o posto de capitão, devido a um acidente ocorrido no momento em que todos são despertos. Em meio aos necessários consertos, eles descobrem que nas proximidades há um planeta desconhecido, que abrigaria as condições necessárias para abrigar vida humana. Oram e sua equipe decidem ir ao local para investigá-lo, considerando até mesmo a possibilidade de deixar de lado a viagem até Origae-6 e se estabelecer por lá. Só que, ao chegar, eles rapidamente descobrem que o planeta abriga seres mortais.

  Prometheus (2012), filme dirigido por Ridley Scott e prelúdio de Alien, o Oitavo Passageiro (1979) conta a história de uma equipe de cientistas, tripulantes da nave Prometheus, que segue um mapa estelar descoberto entre os restos de várias civilizações antigas do planeta Terra. Guiados por este mapa e pelo objetivo de encontrar as origens da humanidade, vão a um mundo distante que, em vez de uma civilização avançada, encontram uma ameaça que pode causar a extinção da espécie humana. 


  Em uma clara alusão ao mito grego de Prometeu, a trama deste longa-metragem é uma tentativa de tratar, basicamente, da busca pelo Criador. É ânsia de procurar compreender a origem da vida na Terra que impulsiona a Dr. Elizabeth Shaw e sua equipe. No entanto, não estava nos planos deles encontrar um “vírus” que, em contato com os seres, se desenvolvem e resultam em criaturas extremamente violentas. Prometheus responde alguns questionamentos que ficaram dos filmes da franquia Alien produzidos anteriormente. Afinal, de onde surgiram esses aliens?

  Agora, cinco anos após, mais um filme deste universo estreia em 11 de maio nos cinemas. A tão esperada sequência de Prometheus traz um prólogo de mais de 5 minutos em que Peter Weyland (Guy Pearce) e o androide sintético David (Michael Fassbender), personagens do longa anterior, dialogam sobre a vida e a morte. Alien: Covenant (2017) retoma, talvez, o tema da condição humana. 

  O ano é 2104, dez anos após a expedição de Prometheus. A nave colonizadora Covenant está viajando para o planeta Origae-6 com 17 tripulantes, 2 mil colonos e diversos embriões. A população toda da nave está em sono profundo, com exceção de Walter (Michael Fassbender), um androide sintético que zela pela segurança de todos. Ocorre uma tempestade no espaço, atingindo Covenant. Walter desperta os tripulantes da missão colonizadora a fim de que eles solucionem as avarias da nave e retomem a viagem.

  Durante o conserto, a tripulação recebe um tipo de mensagem e ao escutá-la, descobrem que foi remetida de um planeta bem mais próximo, cujas características parecem ser habitáveis para a espécie humana. O capitão Oram (Billy Crudup) e seu grupo decidem, então, explorar o local. O planeta proporciona condições ideais para a vida humana a não ser pelo “pequeno detalhe” da presença de alienígenas que atacam a equipe. Ao tentar escapar com vida, os tripulantes descobrem que este é o mesmo lugar descoberto por Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) há alguns anos durante a missão de Prometheus. E, não só isso, descobrem David, o androide desta demanda, habitando o planeta.

  Não há novidade na trama de Alien: Covenant. Para quem sempre acompanhou os filmes da franquia, há uma sensação de que “viajar pelo espaço, receber uma mensagem, explorar um planeta que simplesmente apareceu no meio do caminho e encontrar aliens ali” tornou-se uma fórmula. Pessoalmente, não a considero ruim, no entanto, adoraria ver algo novo, considerando os 38 anos de Alien, o Oitavo Passageiro. Aliás, o que realmente nos faz gostar de várias cenas de Alien: Covenant é, justamente, aquelas em que o filme assume o gênero terror e que retoma os primeiros longas da série: correria, tensão, mortes, corpos explodindo, nojeira, sangue para todos os lados durante os ataques do xenomorfo e os sons assustadores que este emite.


  Os personagens de Alien: Covenant também não se destacam dentro da franquia. Temos um elenco composto por Katherine Waterston, interpretando a protagonista Daniels que relembra Ellen Ripley desde o seu visual – cabelo curto e regata branca - até a sua maneira de agir – discutindo com o capitão e planejando matar os aliens. Porém, não tem a profundidade da personagem de Sigourney Weaver na série. Billy Crudup não me convenceu interpretando capitão Oram e os outros atores acabam tornando-se desimportantes pois só reagem ao perigo durante a história. Lamento por Danny McBride não ter sido tão bem aproveitado no longa pois é um ator de que gosto bastante. Seu papel acaba se destacando somente após um momento bem específico da história, mas que também é cena repetida dos filmes produzidos anteriormente.

  Em contrapartida, Michael Fassbender dá um verdadeiro show interpretando Walter e David. Encontramos dois personagens bastante distintos: enquanto Walter é reflexivo e equilibrado, David é bastante intenso e obstinado. Eles que retomam a discussão proposta no prólogo do filme sobre a aproximação do homem com o criador através de atitudes extremamente humanas: tocar instrumento musical, declamar textos literários, refletir sobre ciência e progresso. Fassbender consegue nos mostrar o quão bom ator ele pode ser já que a diferença entre os dois personagens é evidente. Considero esses dois os melhores androides de todos os filmes da franquia.


  Os sustos que levei quando assisti a Alien: Covenant foram, de fato, muito bons, mas ainda acho que o filme é uma cópia de baixa qualidade (no que se refere ao enredo) do Alien de 1979. Ele se presta para preencher as lacunas que os primeiros filmes deixaram sobre a origem do xenomorfo, no entanto, fica o questionamento sobre o que Ridley Scott realmente pretendia: refletir sobre o humano, causar horror com as imagens do alien ou explicar o que não entendíamos dos filmes antecedentes?

  Caso vocês ainda não tenham visto o trailer do filme, vou deixar ele aqui para quem quiser conferir. E me conte nos comentários o que vocês acharam da minha crítica e o que vocês esperam do filme.


Beijos literários!








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